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Eu vim de muito longe, assim como você. Já faz tanto tempo que estou para escrever isso, até esqueci como era mesmo. Mas agora que cheguei, eu vou falar: dançarei tanto que alguma coisa hei de lembrar. Sem rimas bobas por enquanto, tá? Como era mesmo esse manifesto? Sim, ele falava algo sobre paz e também sobre a hora de criar novas histórias que inspirem a humanidade vindoura, livros sagrados. Já estão fazendo isso? O novo mundo começou, a maior galera sabe e você ainda está com esse discurso antigo? Você já é semente do novo planeta. (Ah, sim. Era sobre isso). O manifesto: aceito que a Terra vindoura começa em nós. O que está vindo de fora não está pronto. Aceito jogar com esse fato. Escrevo o rascunho do novo planeta, sendo eu algum rascunho de mim, já que estou passando e quem sabe, sim, serei anciã longeva do futuro, grãos que alimentam passarinhos desfazedores da barbárie mental que assola essa reforma, Brasil. Começo por mim. Não tenho medo disso. Acusem minha sanidade em suas casas, dentro do banheiro, com a cabeça no travesseiro. Não recebam de mim nenhum ódio inconfesso e nenhuma amargura, se por acaso eu não souber responder às suas belezas. Eu tento, consigo, promessa. Sou Paloma e estou aqui por amor. Assim como você. Reciclo papéis, na artesania precária do luxo criativo. Trago e levo mensagens. Classe C em ascensão. Aqui é um bom começo.